Thursday, May 17, 2007


Exposição de pintura . António Pessoa ~~ Suites Alba Resort & Spa - Algarve . Portugal

Suites Alba Resort & Spa
Praia da Albandeira apto. 1025
Carvoeiro ~~ Algarve ~~ Portugal
www.suitesalbaresort.com
tel . 00351 282 380 700

Exposição de pintura . António Pessoa
Primavera e Verão

Parece que afinal de contas o artista consegue fazer prevalecer a sua vontade,dando-se a conhecer um pouco mais no seu próprio país.
Pois,vejamos se para a pintura tem demonstrado ter engenho e arte para dar e vender,faltava tirar a prova dos nove,se ainda assim António Pessoa conseguia convencer Vicente Fernández Lago,a decidir-se finalmente a divulgar de uma forma mais adequada,a sua obra em terras lusas.
O Sr.Fernández Lago,apesar da fama que tem de ser um homem teimoso e muito fiel aos seus caprichos,no que se refere a António Pessoa felizmente sempre parece fazer uma pausa na sua obstinada natureza,concedendo ao artista,por respeito,por hábito e também às vezes até por distração,essa cedência por influência de uma simpatia moral e vamos lá vêr,até mesmo pragmática.
E o resultado começa a estar à vista com três "long play"exposições simultâneas e outras que tantas já programadas para esta temporada
de Primavera-Verão na bela Galiza.
António Pessoa precocemente reformado,que é como quem diz,como se sabe,porém pelo menos na sua atitude e modelo de vida dá visiveis sinais de estar bem onde está, restringindo o seu circulo de amigos intimos ao minimo imprescindivel e desta forma preservando uma certa qualidade social,que não só o inspira e o enriquece espiritualmente,como o vai por assim dizer protegendo de más influências e de interferências
negativas.
Intrinsecamente desinteressado por questões mundanas como fama,dinheiro,compromissos sociais cerimoniosos e acima de tudo cada vez mais insensível ao ritmo estupefaciente das grandes urbes,Home Studio-Antonio Pessoa reveste-se cada vez mais de uma atmosfera de trabalho plástico,silêncio e pensamento,estudo,análise politica e social,invenção,lazer e contemplação.

Esta exposição patente ao público todos os meses de Primavera e Verão adapata-se bastante ao critério estético e até climático de António
Pessoa,artista bastante habituado à atmosfera da Dolce Vita do sul da Peninsula desde a sua adolescência,apesar de ter vivido seis anos entre Londres e Amsterdam.
Ainda que Worlwide seja um projecto que lhe vai exigir ceder e abdicar do conforto semi-tropical no qual se encontra como um peixe dentro de água,para enfrentar-se à turbulência de cidades como Nova Iorque,Chicago,Los Angeles,Dallas e até mesmo em sua casa,Barcelona,facto que verdade seja dita para o artista consiste muito mais em sofrimento do que em prazer,António Pessoa faz o sacrificio e toma inteiramente a responsabilidade perante si mesmo e naturalmente perante os muitos colaboradores que dependem e vivem exclusivamente do e para o projecto.
Obviamente ainda sem certezas concretas é contudo muito possivel que o pintor português venha durante estes meses de Primavera e Verão
a marcar algumas vezes presença neste paraiso algarvio,obviamente dependendo também da sua voluminosa agenda.
Tendo sido sempre a sua região favorita em Portugal,onde o artista já viveu e passou longas temporadas desde a sua adolescência,o Algarve
continua a provocar-lhe essa sensação de bem-estar e êxtase o que muito provavelmente pode significar que de facto apareça por aí,quanto mais não seja para dar um ar da sua graça.
Sém dúvida que vale a pena se a alma não é pequena,pegar na familia,meter-se no Popó e vir até cá aos belos Algarves,claro está no Carvoeiro,Suites Alba Resort & Spa,em jeito de férias e naturalmente com os sentidos apurados para visualizar uma das colecções hoje em dia,mais representativas das artes plásticas portuguesas.



Veronica Amaral

Saturday, May 5, 2007



sobre a Época Romântica

EXPO - António Pessoa 2007
Casa da Calçada Relais Châteaux
AMARANTE . PORTUGAL

tel 00351 . 255 410 830
ffafonso@casadacalcada.com
www.casadacalcada.com´

Sobre a Época Romântica


Esta exposição de pintura de António Pessoa na cidade de Amadeu de Sousa Cardoso , Amarante ; e em tão magnifico espaço que é a Casa da Calçada.Relais Châteaux,envolve todo este evento
patente ao público desde o dia 12 de Maio até 12 de Agosto 2007,
numa atmosfera de sonho e magia,não para fazer de conta mas sim
porque é efectivamente verdade,vale a pena experimentar tanto por um acto de simples lazer e contemplação num encontro directo com o que melhor se faz em Arte e Cultura,como eventualmente na feliz
oportunidade de adquirir uma obra de valor artistico indiscutivel e de
valor comercial vertiginosamente ascendente.
Expo - António Pessoa 2007 com diversas exposições já marcadas
em Portugal,incide a sua seleção de obra na retrospectiva ainda não só necessária como justa e pontualmente imprescindivel,da Época Romântica,1997-2002,talvez,quem sabe,uma das últimas oportunidades para o público e muito particularmente os colecionadores de arte portuguêses terem a derradeira possibilidade
de uma razoável acessibilidade a obra de um periodo histórico na vida e na carreira do artista.
Parece-me justamente oportuno referir que alguma obra da Época Romântica pode ser visualizada em www.antoniopessoa-art.com
E as razões que me levam de uma forma,penso eu,tão natural e descomprometida a fazer este tipo de sugestão,estão obviamente relacionadas com o mega-projecto Worldwide,o qual embora ainda a dar os primeiros passos promete e justamente promete para cumprir
um conceito de expansão e comunicação absolutamente internacional,decididamente contemporâneo e impulsionado por toda uma força vital da qual eu próprio não me excluo,mas do qual fazem parte um sem número de colaboradores tanto europeus como americanos,os quais ao longo dos últimos três anos têem vindo a interessar-se de uma forma curiosamente repentina e até unânime,
pelo fenómeno chamado António Pessoa.
E é precisamente nesta linha de raciocinio que tudo leva a imaginar
que muito mais cedo do que muitos ainda se atrevem a pensar,a obra da Época Romântica ( ou,melhor dizendo,o que ainda vai sobrando do cada vez menos monumental lote de unidades pictóricas...),vai certamente atingir um nivel de reputação de tal
envergadura o que me leva a deduzir que adiantar mais do que isto,seria fazer pura futurologia,exercicio a meu vêr muito pouco adequado dado as oscilações do mercado e muito francamente até do próprio mundo global.
Unicamente com o intuito de citar alguns exemplos de obras que
por questões de esmero técnico,momento criativo,qualidade pictórica,conservação,dimensões e obviamente pelo interesse geral que têem vindo a despertar quer pela temática,por simples e inexplicável quimica e não esquecendo a mais ou a menos abordagem que Jacob Kotsky e outros criticos de arte têem dedicado a cada uma obviamente dependendo também de um certo critério pessoal e de uma válida análise subjectiva;
Quadros como "Retrato de Pablo Picasso"1999, "Talking to the Angels",2002,"Spinster",1999, "Bette Davis eyes",1999,"Human Birds",2002 , "Two Mermaids",1999, "The Calvet family",2001 e porque não "Woman to Woman",de 1999...entre muitissimos outros,
são obras da Época Romântica de António Pessoa,naturalmente ainda não vendidas por retenção de Vicente Fernández Lago, como pelos preços elevados que lhes foram quase predestinados...que
muito segundo a mais lógica da lei das probabilidades vão tornar-se
verdadeiros e eternos mitos da Época Romântica no circuito da arte
moderna e contemporânea internacional,dentro de muito pouco tempo,segundo as previsões dos mais entendidos.
Esta Primavera e Verão,enquanto o artista continua a dar à luz novas opções visuais e comunicativas da sua mais recente corrente
artistica que se tem vindo a popularizar sob o titulo The New Era;e
Worldwide promete dar entrada na Via Láctea do Universo da arte contemporânea ,Vicente Fernández Lago e a sua reduzida mas esmerada equipa de colaboradores,tem o prazer e a satisfação de fazer a vontade ao artista e divulgar,esperemos que eventualmente muito mais do que até à data,a obra do autor no seu país de origem.
Precisamente a exposição na belissima e encantadora Casa da
Calçada Relais & Châteaux , é um dos eventos entre outros que vão
determinantemente marcar nesta Primavera e Verão,a presença de
António Pessoa em Portugal.


Luis Santiago

Friday, May 4, 2007

EXPO - António Pessoa 2007 - Casa da Calçada Relais & Châteaux - AMARANTE - PORTUGAL


Casa da Calçada . Relais & Châteaux - EXPO - António Pessoa 2007

EXPO - António Pessoa 2007

Casa da Calçada . Relais & Châteaux

AMARANTE ~~ PORTUGAL
tel . 00351 . 255 410 830
ffafonso@casadacalcada.com

www.casadacalcada.com

Exposição de pintura de António Pessoa,na Casa da Calçada . Relais& Châteaux,inauguração dia 12 de Maio 2007 pelas 19:00 e patente ao público até 12 de Agosto,2007.
Retrospectiva da época Romântica,1997-2002,realizada em Vigo,Galiza e uma das mais importantes colecções do artista.
Por muito estranho e até exaustivo que possa eventualmente dar a entender,nunca é demasiado desenvolver novas abordagens em jeito de mera análise e se assim o desejamos até de contínua investigação,sobre a mundialmente badalada Época Romântica de António Pessoa,que como é do conhecimento geral consta de um espaço de tempo entre 1997 e 2002.
Informa-se repetidamente porque nunca é demais salientar,que estes cinco anos são de especial relevância primordialmente pelo calibre de super-produção a qual efectivamente a distingue e a destaca de tudo quanto foi feito em tão reduzido espaço de tempo por artistas de todas as nacionalidades nos últimos cem anos,com excepção de uns poucos,designadamente Pablo Picasso,Salvador Dali,Jackson Pollock,DiegoRivera e talvez Fernando Botero.
Infelizmente,apesar do grande desenvolvimento técnico,estético e até filosófico-criativo que António Pessoa tem de facto demonstrado desde 2003 até aos dias de hoje,é bastante improvável que o artista português volte a repetir semelhante proeza,pelo menos em termos quantitativos.
De facto a Época Romântica de António Pessoa vai-se tornando mais famosa e mais consagrada justamente em proporção aos anos que nos separam do fim da mesma,por variadissimas razões mas essencialmente pela quase sobre-humana abundância de unidades pictóricas,sejam desenhos,aguarelas,acrílicos sobre papel,collages,toda uma infindável gama de técnicas mistas e claro,a grande obra por excelência,óleos sobre tela,centenas dos quais de grandes dimensões.
É de sublinhar a satisfação que todos partilhamos com esta mostra
de pintura de excelente qualidade,particularmente tratando-se de uma das mais belas cidades portuguêsas e sem minimizar a felicidade do artista em saber a sua obra uma vez mais disponivel para o público nacional.


Luis Santiago

Wednesday, May 2, 2007

EXPO NORTE-Hotel Don Manuel - Antonio Pessoa 2007


EXPO NORTE-Hotel Don Manuel - Antonio Pessoa 2007
Hotel Albergaria Don Manuel eGaleria Dorian , apresentamExpo Norte - António Pessoa .2007Hotel Alberg. Don Manueltel . 251 809 700 . Rua da Igreja nº1Gandra , Valença . PortugalMais uma vez,depois de dois anos,Hotel Albergaria Don Manuel abre assuas portas ao público galego e do norte de Portugal para outra retrospectiva da Obra de António Pessoa.Ao que parece segundo fontes fidedignas muitas outras exposições do artista luso estão previstas aqui mesmo no jardim à beira-mar plantado.Justamente a Obra que por estas terras galaico-portuguêsas foi aquiexecutada pela inspiração e mãos do artista,parece que por cá fica ,pelomenos na sua esmagadora maioria.No periodo de Vigo,1997-2002 , mais de 3.000 óleos sobre tela nasceram para a eternidade no estudio de António Pessoa,para não falar das centenas de aguarelas,técnicas mistase acrílicos sobre papel.Conveniente também é não esquecer que ocontroverso album Black and White foi concebido e editado no espaço destes super-produtivos anos.Após uma época de relevante trabalho do autor nos primeiros anos da década de 90,estimulada e comercializada por Alfredo Moreira enquantoAntónio Pessoa viveu no Porto ; Vigo,Galiza,Espanha recebe de braços abertos um artista português até à data desconhecido em terras do Finisterre.Vigo será,durante cinco divertidos anos de intensa fertilidade artística,a cidade onde Antonio Pessoa vive e trabalha e se apaixona pela terra e pelas suas gentes,inclusive acabando por contrair matrimónio com uma espanhola.António Pessoa acaba por tornar-se no artista luso mais conhecido em terras galegas de todos os tempos.Hoje em dia nem mesmo Vieira da Silvaparece gozar de tanta popularidade.Numa terra de boa gente,mas onde os portuguêses até hà pouco tempo eram olhados de soslaio,António Pessoa consegue a proeza das proezastornando-se decididamente num excelente embaixador de Portugal.Porém,o artista desde muito jovem habituado aos pros e contras de se ser estrangeiro (...e português!) em vários paises europeus,nomeadamente em Amsterdam e Londres onde viveu durante seis anos...em terras galegas não se deixa ficar pela simples visita,mas sim acaba por ser aceite como património cultural da velha Galiza.Lorenzo Quinn,filho do mesmíssimo Anthony Quinn,em finais dos anos90 na noite da inauguração de uma exposição de esculturas de sua autoria,nada mais nada menos que no prestigioso Club Financiero de Vigoconhece António Pessoa e incute-lhe,por assim dizer,um bichinhochamado Barcelona.O artista luso ainda solteiro e depois já casado faz diversas viagens àcidade Condal,BCN,Sitges e Castell Defels,acabando por instalar-se em Barcelona em meados de 2002.Aqui começa uma nova etapa da sua vida e muito particularmente a sua expansão na Europa e Estados Unidos.Vicente Fernández Lago,Luis Santiago,Nancy Igartiburu,Jacob Kotsky e Pierre Fontanals (entre outros)acompanham-no nesta dificil mas fascinante aventura.Brigitte Lucas e Agnès Teixidó colaboram com o projecto de António Pessoa em Barcelona e David Leonardis em Chicago.2004 é um ano decisivo na carreira do artista na medida em que por uma serie demerecidas e devidas circunstâncias é catapultado para uma nova escala de valor e reconhecimento ibérico e internacional.Talvez para desanuviar do reboliço da grande metropolis, António Pessoa em 2005 consegue uma autêntica pechincha e compra uma casa-estudio em Santa Eulalia,Ibiza,aquilo a que o artista não tardaria em chamar Home Studio.Home Studio-António Pessoa tem-se tornado quase numa lenda,como se de uma marca se tratasse,mas essencialmente o retiro paradisiaco de um homem que adora o mar,sol e natureza.Tirando partido da situação,Pierre Fontanals,Luis Santiago e o eruditoMr.Jacob Kotsky aproveitam a ideia do Home Studio para criarem umespelho mediático da verdadeira alma do artista.A partir de 2005 Antonio Pessoa regressa a Portugal e Galiza com certa assiduidade,no entanto sempre de maleta na mão e mais o seu habitual ar de resignação de um homem que no fundo o que mais lhe apraz e o faz realmente feliz é sem tirar nem pôr o velho critério de amigos amigos,negócios aparte,profissão muito bem,mas paz e sossêgo.Enquanto Vicente Fernández Lago e os seus colaboradores locais preparam uma serie de exposições em Portugal e Galiza,2007,Antonio Pessoa faz os últimos preparativos para mais uma vez enfrentar o seu grande amor e a sua grande dôr de cabeça.Nova Iorque!Home Studio em Ibiza fica à espera do regresso do dono da casa,sem dúvida uma promessa de mais uma longa temporada de invenção,trabalho e Obra no seguimento da sua nova linha pós-contemporânea,The New Era.E ainda teimam alguns em dizer que já está tudo inventado?Se muitos pensam, e a verdade é que pensam,que grande parte de êxito de António Pessoa foi tudo uma questão de sorte,estão redondamente enganados.Talvez,digamos,que muito possivelmente o artista tenha nascido com o "coiso" virado para a lua,mas o mais certo e justo é efectivamente concluir que Pessoa...António parece ter sempre sabido fazer-se rodear e acompanhar de colaboradores não só multifacetados mas essencialmente inventivos.E um grande exemplo desta teoria foi a posta en prática do Ciclo Zodiaco em 2003,já o artista vivendo e trabalhando em Barcelona.Tanto Luis Santiago como Pierre Fontanals mostraram-se à altura da situação tanto mais que a operação foi concluida com extrema eficácia,organização e actuação em termos de tempo real,aquilo que no corrente anglicismo se conhece por "Timing".O Ciclo Zodiaco,inventado por Gala e Salvador Dali em Paris em plenos anos 30,baseava-se na idea de que cada colecionador de arte se comprometia a adquirir um quadro do artista catalão uma vez por ano.Isto somado por algumas dezenas de colecionadores permitiu a Gala e Dali usufruir de uma metódica situação financeira que por assim dizer lhes permitia um nivel de vida adequado às extravagâncias do casal sem deixar obviamente de mencionar o facto que esta tranquilidade económicafez com que o então jovem surrealista pudesse de facto dedicar-se de corpo e alma ao trabalho sem a necessidade de fazer qualquer tipo de cedências.Dito e feito.Pierre Fontanals conhecedor deste modus operandi,aproveitando eu desde já a oportunidade de referir e salientar o facto de que seus pais eram amigos intimos de Salvador Dali,convence António Pessoa a fazer o mesmo,ou pelo menos a editar uma nova versão da ideia.O sitio e o momento eram mais que propicios,isto é,Barcelona 2003,precisamente numa altura em que a Obra do artista luso começa a chegar e a suscitar interesse não só na Europa como também no outro lado do Atlântico,nomeadamente Chicago e Indianopolis.Por conseguinte,mãos à obra e a arregaçar as mangas.Pierre Fontanals,António Pessoa e Luis Santiago,com a imprescindivel participação de Vicente Fernández Lago,começam a recompilar todos os clientes da Obra do artista até à data.Em 2003,segundo fontes fidedignaso resultado final ascendia a mais de um milhar de regulares.O projecto e o programa do Ciclo Zodiaco foi enviado imediatamente via postal ou e-mail,obtendo num curto espaço de tempo uma adesão satisfatoriamente surpreendente.Deste modo António Pessoa libertava-se de compromissos pouco aliciantes com galerias de arte,passando a vender directamente aos coleccionadores e a organizar exposições da sua Obra por sua própria conta e risco.A sua situação financeira triplicava de un dia para o outro,um fundo de maneio que o artista e os seus colaboradores através de um excelente trabalho de equipa não perderam tempo em investir,viagens Europa e Estados Unidos,longas estadias em luxuosos hoteis,web designers,e dinner-parties onde era convidada a elite de Barcelona,potenciais novos coleccionadores,jovens criticos de arte de toda a zona Euro e como não podia deixar de ser directores de galerias de arte,os quais mesmo não usufruindo do privilegio de se encontrarem no top 10 dos VIP,dadas as novas circunstâncias,também não eram nada para se deitar fora.António Pessoa,mais do que nunca antes,envolve-se num sistema de trabalho,divulgação e comercialização da Obra,totalmente independente do lento e entediante esquema das galerias de arte.Muito mais que proveito financeiro,estimulo laboral e satisfação pessoal,o Ciclo Zodiaco traz à vida de António Pessoa uma refrescante dose de adrenalina,inspiração,tranquilidade e decididamente,motivação.Hoje em dia e graças ao Ciclo Zodiaco,o artista luso conta com um número,a bem dizer,inconfessável de clientes regulares da sua Obra,que em última análise lhe permite dar-se ao luxo de efectivamente poder escolher as opções e situações que mais lhe agradam e certamente as mais adequadas ao seu temperamento,Obra e ambições .Enquanto os lobos uivam e os cães que ladram...não mordem,Mr.JacobKotsky,amigo pessoal de Vicente Fernández Lago e amigo intimo e estreito colaborador de António Pessoa desde finais dos anos 90,a partir de 2003...começa a interessar-se pela feitura da biografia do ainda jovem artista.Em 2003 escreve um sem número de artigos sobre a vida e Obra do pintor,traduzidos do inglês ao castelhano por Luis Santiago e editadosna publicação do catálogo La Época Romántica de António Pessoa.No entanto só em 2006 Jacob Kotsky começa realmente a escrever a um ritmo acelerado,os capitulos mais interessantes e relevantes da vida e Obra do artista.Ainda que About Antonio Pessoa,um livro que promete e compromete,por agora não passe de uma infinidade de apontamentos dispersos e anacronicamente fragmentado,tudo indica que venha a ser muito brevemente uma realidade enciclopédica,biográfica,mordaz e sobretudoprofundamente analítica.Através desta biografia o leitor viaja no tempo até aos dias em que António Pessoa vive entre Londres e Amsterdam,ganhando a vida como pianista e já estabelecendo seriamente uma forte relação com as artes plásticas.O adolescente António Pessoa entra no mundo da pintura com a naturalidade desconcertante daqueles a quem o talento não lhes falta.Num caso muito particular,Amsterdam é uma cidade em plena ebulição social,cultural e cosmopolita,o palco perfeito para um jovem curioso e irrequieto.Enquanto Portugal,mergulhado num conturbado periodo pós-revolução e pós-guerra colonial teria sido o golpe de misericórdia para umespirito sensivel e já habituado ao avanço social do norte da Europa,paraAntónio Pessoa, Holanda é um quarto de brinquedos,que é como quem diz,um epicentro de actividades diversas como música,teatro,arte...e sexo!,que o artista aproveita e assimila ,desenvolvendo a sua intuição emocional e criativa e projectando-a sem pedir licença em todas asactividades em que participa,música,teatro e finalmente a pintura.António Pessoa vive seis anos em Amsterdam (ou Amsterdão!),seis intensos e aventureiros anos trespassados aqui e acolá por algumas timidas e curtas visitas ao seu pais de origen,ainda muito a preto e brancopara o apetite cromático do jovem talento.Contudo estes loucos e felizes tempos em terras flamengas,são ciclicamente interrompidos pelas inúmeras visitas que faz a Paris,Londres,Berlim e Copenhaga (Copenhagen!).António Pessoa de"blue jeans" e "moon beams",também visita Veneza,Grécia e por duasvezes Marrocos.Umas vezes só,outras vezes com amigos e por último com a sua companheira holandesa,Yvonne Smit.Também é com Yvonne Smit que António Pessoa passa os seus últimos tempos na Holanda,vivendo sete meses em Groningen e regressando a Amsterdam para uma derradeira despedida.Estamos em meados dos anos 80, quando o artista com vinte e poucos anos de idade regressa ao Porto em jeito de visita de médico,para logoviajar para o Algarve e sul de Espanha,onde durante alguns anos interrompe dràsticamente a sua actividade pictórica,vivendo única e exclusivamente da música,tocando o piano em hoteis e pubs desde Albufeira até Málaga,desde Torremolinos até Ibiza.É esta ilha balear que António Pessoa visita pela primeira vez com apenas quinze anos de idade,que muito anos depois vai ser o seu cantinho paradisiaco e o seu Home Studio semi-tropical.Em 1998 o artista luso viaja de automóvel até à sua querida cidade holandesa para um reencontro depois de tantos anos.No entanto só a partir do momento em que se instala em Barcelona,António Pessoa desloca-se a Amsterdam com frequência entrando em contacto com velhos amigos e fazendo novas amizades,desta vez quase todas elas de uma forma ou de outra directamente envolvidas no mundo das artes plásticas.Em última análise se Porto é a sua cidade Natal,para António Pessoa,Amsterdam,Nederland,ficou,é e sempre será decididamente uma das suas cidades favoritas!António Pessoa regressa ao Porto en finais dos anos 80 para se reencontrar com um animado turbilhão de amigos e predestinado a conhecer outros tantos.Comodamente instalado no seu espaçoso T4 ,apetrechado com o excelente piano de marca Pleyel ,uma prenda vitalicia da sua avó paterna,encontra igualmente neste apartamento os metros quadrados mais que imprescindiveis para retomar a actividade plástica.Em contraste com La Vída Loca do sul de Espanha,a cidade do Porto parece-lhe envolta num manto de nostálgica melancolia.A sua adaptação a este ambiente ao principio parece-lhe rigorosamente impossivel,contudo os amigos de colégio e os novos com quem vai estabelecer relação,acabam por fazer peso na sua decisão de ficar por algum tempo.Mãos ao trabalho e em escassos meses o atelier da cidade Invicta já dásinais de intensa actividade e mais importante sinais efectivamente palpáveis de prolífera produção artística.António Pessoa imediatamentedespacha os seus piores trabalhos vendendo-os aos prestigiosos leiloeiros de Mouzinho da Silveira e a um marchante de Fonte da Mouraque avidamente compra tudo o que o artista lhe disponibiliza.No entanto as suas obras primas vão sendo meticulosamente seleccionadas e armazenadas para eventos de,digamos,mais prestigio.António Pessoa conhece por fim Ana Ferreira Mendes,então sub-directora de informação da RTP Porto,com quem passa a viver em regime semi-matrimonial.Ana Mendes interessa-se não só pelo artista como pela sua arte.Prepara-lhe uma serie de exposições,nomeadamente no casino de Espinho,galeria das caves Sandman,casino da Póvoa e finalmente aapoteose desse programa tendo lugar no Hotel Le Meridien.Para grande surpresa do artista,aliciante surpresa,imagino,metade das obras expostas foram vendidas na noite da inauguração.Ana Ferreira Mendes,devido à sua posição no seio da RTP Porto,tinha feito questão depreparar uma razoável cobertura mediática,convidando os seus mais proeminentes amigos da alta esfera portuense;e como amigos dos nossos amigos nossos amigos são,a Vernissage acabou por ser um desfile de alta costura,má lingua,beijinhos e palmadinhas no ombro,umpatatipatatá que se prolongou pela noite dentro,mas que sem tirar nem pôr acabou por mostrar ao jovem António Pessoa que nem tudo o que reluz é ouro e que a sua Obra era altamente aplaudida na sua cidade Natal.Mas apesar de tudo e do grande êxito então,ainda não foi dessa que oirreverente artista ganhou o gosto pelas ruidosas vernissages.De facto ospróximos anos vão corroborar esta afirmação na medida exacta em que António Pessoa muito raras são as vezes em que efectivamente comparece às inaugurações,quer porque se encontre num outro lugar e num outro fuso horário,quer simplesmente porque tanto quanto se sabe,sustenta a opinião de que a Obra fala por si e a presença obrigatória e protocolar de quem a deu à luz é justamente uma situação supérflua eaté de inspiração exibicionista,logo perdoável.Esta exposição não tendo sido necessariamente o despoletar de um entusiasmo latente,terá sido segundo a lei das probabilidades um binóculo de alta precisão,mostrando uma perspectiva de futuro artistico profissional,o qual como hoje sabemos de facto acabou por se concretizar.E para,enfim,comprovar a minha tese,verificamos que nos anos que seseguiriam,artista António Pessoa gradualmente vai moldeando a sua forma de viver no formato atípico que lhe é peculiar.A sua carreira desenvolve-se com soltura,sorte,organização mas também inevitàvelmente apoiada por uma razoável habilidade de liderança,porémcuriosamente contrastada por um paralela postura de descompromisso,como que salvaguardando uma integridade interior,uma forma de viver egestionar o espaço e o tempo,como só os soberanos do Renascimento sabiam fazer.Apesar de que a sua conversão a tripeiro de gema nunca se tenha porassim dizer concretizado,António Pessoa efectivamente e para sempre fica a dever à cidade que o viu nascer,o grande arranque profissional,bem como um status financeiro muitissimo acima do que se poderia esperarpara um jovem artista récem-chegado ao mercado e ao mundo da Arte.E resumindo e concluindo,a exposição no Hotel Le Meridien fica como um marco histórico na vida e Obra de António Pessoa,talvez a fronteira entre o irresponsável,delicioso mundo de aventuras e o pensamento plástico erudito,desenvolvimento técnico,relação artista - temática,levado ao expoente máximo da Arte por excelência!Arte,Antonio Pessoa - Arte é um conceito absolutamente português,visando uma nova aposta do artista em território nacional,com umalinguagem e expressão adequadas às nossas gentes,sem pretender entrar em pretenciosismos de pseudo-erudição,mas pelo contrário fazer chegar a arte e o artista preferivelmente a uma vasta camada da população.Estamos aqui com essa atitude apoiada pelo próprio artista,o qual precisamente acredita que é tempo de mudar um pouco as coisas ( para melhor!),no sentido de partilhar uma forma de literatura visual tão bela como as Belas Artes e quase tão bela como o belo país que é Portugal.Comentava recentemente Pierre Fontanals num artigo sobre António Pessoa para o Xornal Galicia,o estigma de Portugal viver ainda numa atmosfera terceiro mundista,referindo-se ao facto de só abraçar os seus valores ou a titulo póstumo ou quando depois de triunfarem no estrangeiro e chegados a uma idade avançada receberem por fim (que remédio) o reconhecimento atrasado do país que os viu nascer.Pensem o que quiserem,especialmente aqueles que pouco se aventuram no país vizinho,seja em trabalho ou lazer,mas o certo é que estas piadinhas subtis aos espanhois "les encanta!".Pierre Fontanals,aliás um bom rapaz e grande amigo nosso,pense ele o que quiser.Verdade seja dita aqui estamos nós para pelo menos tentar virar tudo ao contrário.António Pessoa é nosso,pertence-nos e tudo o que estiver ao nosso alcance,não pouparemos esforços em estabelecer uma relação desde hà dez longos anos em Stand By.Por estas e por outras, Arte - António Pessoa - Arte, tem como objectivo primordial aproximar o artista de Portugal e vice-versa.Se para Vicente Fernández Lago, administrador da Obra do artista na Galiza e Portugal,tanto se lhe dá como se lhe deu esta situação de "nem de mãos dadas nem de costas viradas",para Luis Santiago o caso muda de figura,já que independentemente do facto de ser amigo intimo e colaborador de António Pessoa,vive em Barcelona hà mais de trinta anose é com especial orgulho que testemunhou e testemunha a crescente reputação e cotação internacional do artista,concluindo sem o minimo vestigio de mania das grandezas que António Pessoa é um dos grandes embaixadores de Portugal no mundo da arte contemporânea.António Pessoa,para o qual esta triste "irrealidade!!" parece,enfim,coisa de pouca monta,de certeza não perdendo sequer uma hora de sono por esta causa sem causa,contenta-se e até se poderia dizer que se dá por satisfeito com a atenção global que o seu trabalho vai despertando,dando-lhe até,a bem dizer,um certo prazer em poder gozar de um quase total anonimato sempre que visita Portugal.Para Don Vicente Fernández Lago,as razões que vão alimentando esta balsâmica indiferença são mais que lógicas,pois , verdade seja dita e publicada,realiza-se bem mais comercialmente com a Obra do artista português em Espanha do que no Reino de Sócrates!CarvalhoPintodeSousaLand!Arte - António Pessoa - Arte, é um projecto de tranquila comunicação,noidioma de Camões,apenas um projecto,não uma revolução.Os portuguêses decididamente que o merecem,justamente agora em que tão na moda está essa coisa dos Grandes Portuguêses.E falando no Diabo,uma coisa do arco-da-velha,já que Maria João Pires ficou nos últimos dos cem e o António Oliveira...bem mais à frente,e escandalizado ficou o Dr. Mário Soares.E esta,hein?Cá por mim,com certa razão.E a questão fica no ar!Será que os portuguêses sentem desesperadamente a falta de Grandes Portuguêses ou será que os Grandes Portuguêses sentem a falta de Portugal?Arte - António Pessoa - Arte tenta de alguma forma contribuir para aeliminação deste lapso,ainda de todo não crónico ,porém roçando atragico-comédia.Luis Santiago(Barcelona),Rafael Medina (Lisboa-Madrid),Veronica Amaral (Lisboa),Gabriela Hoffman(Estoril) e eu própria,por agoraconstituimos o Todo desta transpiração de pura carolice,ainda quemuito generosamente António Pessoa nos continue decorando as paredes de nossas casas com o que ele melhor sabe fazer.Pintura!E efectivamente é a pintura de António Pessoa que tencionamos divulgar ao público português um tanto ou quanto adormecido com papas de sarrabulho e "Morangos com Açucar"!!!A ideia de Luis Santiago deu-nos um entusiasmo que sem sabermos nos faltava.Merecemos finalmente uma referência cultural com pés e cabeça edecididamente pernas para andar.Arte - António Pessoa - Arte,acaba por reunir cinco pensamentos num só discernimento.Uma equipa consciente de que algo de muito importanteno seio da arte contemporânea se está a passar.Um algo muito artistico,genial e muito português,o inventor de si mesmo e agora que já não restam dúvidas, o inventor da Nova Era !Para todos os efeitos,pensem e digam o que disserem,a grande verdadeé que foi em Portugal e muito particularmente na cidade do Porto que o jovem artista António Pessoa marca o golo da tranquilidade e do dia para a noite passa a regime de pintor profissional.Dito e feito,tiro e queda.O artista conhece Alfredo Moreira um art dealer atípico,já que de um verdadeiro gentleman se trata.Durante oito produtivos anos estabelecem uma relação de cumplicidade,amizade e profissional,estimulando edesenvolvendo uma situação de profuso dinamismo ,quer no âmbito daprodutividade artistica,quer no campo de estratégia comercial propriamente dita.Alfredo Moreira sabe criar,desenvolver e manter uma agenda de clientes por todo o país,enquanto António Pessoa,desde muito cedo começando a fazer justiça à sua reputação de excelente profissional...entrega-se ao oficio das artes plásticas com unhas e dentes,a um ritmo de fabricação, dizem os entendidos,só comparável a Pablo Picasso.E do dia para a noite,o jovem pintor torna-se num campeão de vendas oque leva Alfredo Moreira a não hesitar,passando a comprar pontualmente toda a sua produção.António Pessoa,independentemente do facto de aos vinte e muitos anosgozar do privilégio de uma situação financeira mais que invejável,progridea passos largos tanto no dominio técnico como nas possibilidades temáticas,de pura expressão plástica,pensamento e inspiração.Estes são os Anos Dourados em que o artista pela primeira vez na vidatem a certeza de que só há um caminho.Arte!Os seus tempos de nómada caprichoso e Dolce Vita mediterrânica iamficando nas brumas da memória,para darem lugar a um novo periodo, uma nova maturidade e um estilo de vida radicalmente diferente.António Pessoa é agora um homem financeiramente privilegiado e artisticamente estimulado e realizado.Contudo,não por uma questão de humildade gratuita mas sim ,melhor dizendo,por pura consciência filosófica;não se deixa ofuscar pelo brilho do sucesso nem se deixaensurdeceder pelo som estridente dos clarins da vitória.E a prova disto é sobejamente conhecida,já que ao longo dos anos que se seguem,nem a fama nem a glória,vão exercer qualquer efeito nasua personalidade e muito menos no seu comportamento,social eprofissional.António Pessoa nestes primeiros anos da década de noventa compra um novo apartamento em Vila Nova de Gaia,deduz-se que como simples investimento,já que de seguida muda-se para o Algarve.Durante cerca de dois anos,vive,namora,trabalha e deleita-se no seuespaço favorito de Portugal.Aqui,em Armação de Pêra ,produz as suasprimeiras telas panorâmicas de grande dimensão e de temática essencialmente histórica,exaltando o passado glorioso de Portugal,bem como alguns dramas que a todos nos dizem respeito.Desta época pode-se fazer especial alusão e referência à Conquista de Lisboa,Aljubarrota e 1755.Alfredo Moreira não se deixando surpreender,já que por então menos do artista sabe que não pode esperar,não deixa contudo de sentir uma crescente admiração por António Pessoa,pela sua prolífera imaginação emuito particularmente pela sua quase sobrehumana capacidade laboral.Os ares e a vida do Algarve,como sempre aliás,são de um modo geral,benéficos para o artista,contribuindo enormemente para um perfeito estado anímico como também para uma excelente condição fisica.A sua relação com Armanda Lamy,algarvia de gema e tradição,dá-lheo equilibrio necessário para que se sinta no seu absoluto elemento.Viajam à noite por todo o Algarve e ao fim de semana são frequentes umas escapadelas a Sevilla,Vila Nova de mil Fontes,Évora e até Lisboa.No entanto,apesar do panorama idilico e ideal e como não há Bela sem senão,a relação entre os dois começa a deteriorar-se à medida que Armanda Lamy parece dar sinais de pretender muitissimo mais do que aArte de Bem Namoriscar em Toda a Sela!António Pessoa,já pai de dois filhos e divorciado,não se sente à altura de semelhante compromisso.Ele e Armanda Lamy já levam um ano juntose para o artista,tal como tudo o que é bom acaba,parece-lhe que a situação chegou a um grau de tensão insustentável.Começam as suas viajens cada vez mais frequentes ao Porto até ao dia em que decide ficar.Infeliz com a forma como tudo terminou,o artista entrega-se freneticamente ao trabalho,criando nesse ano em que de regresso volta a viver na cidade Invicta,um impressionante desfile de óleos sobre tela,acrilicos e aguarelas.Porém o Porto irremediavelmente entristece-o,provoca-lhe essa indomável e inexplicável sensação de nostalgia e penumbra emocional.De passagem por Vila Nova de Cerveira com o seu filho que aí estudava,resolve dar uma vista de olhos mais além do rio Minho.Galiza.Vigo!!!E aqui,em meados dos anos noventa,mais precisamente em 1996,dá-seo inicio da sua mundialmente conhecida Época Romântica e igualmente oinicio propriamente dito da sua brilhante carreira no país vizinho.Contudo,de minha justiça digo eu,não convém nem podemos esquecer de que foi no Porto,Portugal,onde António Pessoa,pelas mãos de Alfredo Moreira,obteve a sua primeira grande oportunidade,a qual,e a César o que é de César,o artista soube aproveitar com o brio,entusiasmo,honestidade e capacidade de trabalho que são,por assim dizer,as caracteristicas da sua marca!António Pessoa consegue um mega espaço não muito longe de Vila Nova de Cerveira,rodeado de bosques e dos bons ares da natureza com uma espectacular vista e bons vizinhos,rústicos mas de boa fé.As suas visitas a Cerveira ao principio assiduas tornam-se cada vez menos frequentes.De algum modo a ideia que tinha da terra de facto aos seus olhos acabou por não corresponder às expectativas.Alguns meses mais tarde António Pessoa descobre aquele que vai sero estudio Atlantis,justamente em frente à praia do Samil,Vigo.Este vai ser durante cinco maravilhosos anos o seu atelier,casa e paraíso celestial.Vigo oferece-lhe aquilo que o Porto nunca teve, a capacidade de conceder-lhe"La Fiesta de la Vída",alegria,noites escaldantes,"La Movída" espanhola e amigos para toda a vida.Neste ambiente,acaba por reencontrar-se e e neste ambiente se inspira para concretizar efectivamente a sua mais intensa e frenética epopeia plástica.A Época Romântica!Ainda que a principio dilacerado pelo estado obsoleto em que a arte galega se tinha deixado adormecer,António Pessoa de alguma forma sabe superar esta realidade concebendo novas e mais contemporâneas versões imprimindo-lhes o exotismo necessário e a sexualidade ainda que sabiamente camuflada,adicionando os seus próprios ingredientes e especiarias através de uma culinária plástica estranhamente híbrida e aomesmo tempo concentrada num modelo de linguagem e expressão artistica globalmente uniforme.Parece-me oportuno mencionar que António Pessoa,sempre fazendo justiça à sua reputação e cada vez mais igual a si mesmo,mesmo dando-se o indiscutivel caso de não ser de seu estilo fazer qualquer tipo de cedências,é e sempre tem sido sintoma da sua natureza como artista e comunicador,ir ao encontro do público utilizando uma linguagem plástica compreensivel.António Pessoa,um pouco em jeito de graça,conta que certa vez oProf.Eduardo Calvet de Magalhães,fundador da escola e galeria Árvore do Porto,lhe disse directamente"você ,António Pessoa,é um pintor maldito,sabe o que as pessoas gostam e dá-lhes!"Há de facto uma mais que certa verdade nesta afirmação,seja com retoque ou com mais ou menos subtileza,o certo é que o artista sempreaplaudido por muitos e criticado por poucos,toma desde o inicio da sua carreira esta posição tipicamente Hollywoodesca,não tanto por calculismo adquirido mas sim de facto por natural genética tendência levando-o aabsorver e logo e por conseguinte a espelhar as sugestões culturais,sociais e ambientais que mais lhe estão próximas.De bom presságio,esta caracteristica da sua natureza,vistas bem as coisas,de facto tem-lhe trazido mais beneficios que desvantagens.António Pessoa,qual Camaleão,ainda que sempre patente o selo do seuestilo de pose,jeito e pincelada,muda de temática como quem muda de camisa,esgotando todas as possibilidades e mais importante não permitindo que o tédio de maneira nenhuma invada o espectador,como um longo desfile de obviedades de nos fazer dormir e bocejar por mais.E é com estas e com outras que a partir de 1996,um artista luso entra em Espanha e sem muito hesitar,começa a deitar cartas na mesa.Conhece o galerista Carlos Alvarez,quem se apaixona imediatamente pela sua pintura,Alpide Villa Rodriguez,um dos maiores coleccionadores de arte em toda a Galiza,Faustino Moiños ,um jovem mecenas à maneira e por então dono do charmoso pub-galeria Pianíssimo...onde António Pessoa para além de expôr e bem vender as suas obras,encantava a noite viguesa com a sua soltura e sentimento musical no piano de caudaque hoje tem a sua assinatura......e finalmente,aquele que viria a ser o administrador da obra de António Pessoa em Portugal e norte de Espanha,Vicente Fernández Lago.Em 1998 Fernández Lago patrocina um dos mais importantes,controversos,originais e eruditos catálogos do artista português.The Black and White album ou El album Blanco y Negro.Uma primorosaselecção de cerca de 300 desenhos,grafite e carvão sobre papel,nosquais o artista decididamente revela ao público as suas capacidadestécnicas e de pura expressão visual,plus um calibre de qualidade sótestemunhado nos esboços de um Leonardo DaVinci,Salvador Dali,PabloPicasso,Matisse e Rembrant.The Black and White album despertando na altura um considerável interesse,acaba por obter ao longo dos últimos anos o aplauso entendido da nova geração de criticos de arte,nomeadamente Marc Gilot,Anneke Frenken,Carol Damisch,Arturo Bermejo,Isabel Lostal,Ariana Martínez,Ulrike van Brug,Arthur Zimmerman,Carmen Olaya,etc...Escusado será mencionar Jacob Kotsky,já que para além de amigo pessoal do artista,é sem sombra de dúvida o maior entendido em tudo o que diz respeito a toda uma ampla dimensão envolvendo o personagem,vida e Obra de António Pessoa.Inocentemente,em 1998, o artista português acabava de provar que na sua Obra não há truques nem camuflagens tecnológicas,não por sistema e dedididamente jamais por necessidade ou falta de técnica e talento.Com o album Blanco y Negro,António Pessoa em terras de Espanha colhe um eco muito mais além das suas próprias expectativas,afirmando-se como "Maestro",como um dos últimos dinossauros do prestigioso conceito da velha e tradicional Escola das Belas Artes!No entanto e apesar de que as criticas ao The Black and White album não pudessem ter sido mais favoráveis,em termos de vendas reais nãofoi grande coisa.Os coleccionadores continuavam a preferir os óleos sobre tela,seja por snobismo,por tabu ou por puro investimento.E uma vez mais,neste campo de,digamos,matéria prima,António Pessoaestava no seu elemento,domínio e território.Aproveitando as lendas e mitos celtico-galaicos,declara uma feroz guerra às telas em branco plasmando contos e histórias onde "meigas",corcundas,gaiteiros,duendes,arlequins,frades e monjas,fantasmas, anjos e arcanjos coexistem num todo alegórico e cinemático.Ao emaranhar assim o verossimilhante e o fantástico,António Pessoa vence,conquista,convence e encanta,pintando e dizendo que as fantasias estão irremediavelmente entranhadas no mundo factual e é absolutamente inútil e contraproducente separá-los!Agora sim,em óleo sobre tela,António Pessoa já não necessita de mais argumentos e Galiza recebe-o de braços abertos ,em vendas,status social,prestigio e devoção.António Pessoa em 2001 e já casado com Irene Luz Iglesias Dona,já é cidadão espanhol,artista português e património galego!António Pessoa,hoje é mais que un artista,mais que um comunicadordo universo plástico contemporâneo,mais que um modelo que muitos colegas de oficio e profissão tentam seguir.António Pessoa hoje é uma Marca,uma referência exacta dentro do núcleo artistico total.Um jovem artista prematuramente bem instalado noprojecto de vida,familia e profissão que ele e os seus colaboradoressouberam inteligentemente conceber,pacientemente estruturar e agora,em jeito de manutenção vão seguindo o mesmo critério de dinamismo,sobriedade e equilibrio,elementos os quais justamente se adaptam como uma luva à personalidade contemplativa do artista.Entre a figura pública e o homem,existe a mesma diferença que entre o dia e a noite.É muito frequente ainda que muitos se enganem na hora de avaliar António Pessoa,não na sua indiscutivel qualidade artistica,mas sim na sua postura pessoal perante a vida,perante si mesmo,perante os que o rodeiam e num caso muito particular e crucial,perante o mercado da arte e todos os que nele estão directa ou indirectamente envolvidos.Frequentememte criticado por ser arrogante,altivo e até déspota,apenasfelizmente,por aqueles que não o conhecem,para não falar dos invejositos de meia tigela que da má lingua se viciam porque melhor não sabem fazernem dizer;António Pessoa sem grande esforço,diga-se de passagem,faz ouvidos de mouco,já que tudo joga a seu favor para dar-se ao luxo de não fazer caso a escupidelas sem saliva e mordidelas sem caninos.Nada melhor que para um pintor do seu calibre para pura e simplesmente estar-se nas tintas...e mesmo que não estivesse,verdadeseja dita,também não teria tempo para isso!Claro que me refiro essencialmente a galerias de arte da segunda divisão que pensam que são grande coisa,aparentando aquela altivezsaloia dos pobres pretenciosos a Jet Set com patéticos ares de snobismode curso por correspondência,uma formação artistica empiricamente insuficiente e pior de tudo uma perspectiva do mercado de arte globalabsolutamente obsoleta e desqualificada.Uma vez mais,perante esta hilariante realidade,António Pessoa desconsoladamente não tem outro remédio que recorrer (metaforicamente falando) a anestesia local!Desliga,esquece e ponto final.Hoje,como se não bastasse o Ciclo Zodiaco para lhe tirar toda a produção actual das mãos e garantir-lhe um nivel de vida muito mais além das suas necessidades básicas,por assim dizer...Hoje,como se não bastasse o infinito leque de luxuosos hoteis prontamente disponiveis para expõr a sua Obra...Hoje,artista António Pessoa,é um profissional que sabe com milimétrica precisão aquilo que quer,como,quando e onde...e em quebases de acordo e modelo de trabalho poderá eventualmente colaborar com as Top galerias de arte.Isto nada tem a vêr com arrogância,mas sim, aliás como qualquer cidadão com dois dedos de testa pode facilmente concluir,com um elevado grau de exigência, um notável calibre de honestidade,postura,atitude e principalmente um imaculado sentido de profissionalismo!É este António Pessoa,um corajoso homem que sobreviveu com notável dignidade e dedicação,a todos estes anos de boas e más experiências no mercado da arte contemporânea,absorvendo e assimilando conhecimentos,ensinamentos,calo e maturidade.Ao que tudo indica o artista e comunicador ,Hoje...prepara-se tranquilamente para o Amanhã,na certeza porém de que na pior das hipóteses tudo irá ser estruturado da única forma possivel.À sua maneira!Por conseguinte,o inventor da New Era,ainda vai dar muito mais que falar,mas decididamente à sua maneira e tudo o que não vá de encontro a este nobre conceito é o mesmo que dizer que nunca aconteceu nem vai ter lugar.António Pessoa deste modo e desta maneira,acaba não só por estar no mundo da arte com nobreza,prestigio,dignidade e profissionalismo,comotambém por enobrecer,prestigiar e engrandecer a classe dos jovens artistas plásticos.Efectivamente desde hà uns tempos até à data , António Pessoa é sistematicamente consultado por colegas artistas de todos os cinco continentes,pedindo-lhe conselhos na esperança de obterem respostas ainfindáveis e tumultuosas dúvidas,na esperança de sentirem nas mãos o molho de chaves capaz de abrir algumas portas deste mundo elitista e impiedoso que é o mercado de arte hoje em dia.António Pessoa,um homem com o mundo nas mãos,não se esforça por aparentar humildade,pois a sua é legitima,natural e latente.Um artista português que embora tranquilamente soberano,não deixa para amanhã o que pode fazer hoje.Um homem sobriamente tranquilo,porém decididamente um homem de acção.Sem dúvida as qualidades flagrantes que o têem transportado sem especial esforço até ao lugar ao sol onde hoje se encontra,não menosprezando a sua inegável genialidade ,essetalento exuberante e abundante,o qual aliado a uma estranha e rara capacidade laboral,fazem a quimica,o Todo,o fenómeno,a marca António Pessoa.Amanhã,que é quando o hoje deixa de ser hoje para ser ontem,o artistaportuguês uma vez mais viaja a Nova Iorque,Chicago,Los Angeles e San Francisco para reestabelecer o ideia do seu Projecto.Escusado será dizer que não serão necessários grandes preâmbulos de retórica,nemexaustivas sessões de negociações bilaterais,como quem desesperada eobstinadamente busca soluções mediocres "alternativas".Efectivamente,António Pessoa desde hà muito tempo que leva "take it or leave it" escrito no brilho do seu olhar,na imobilidade desconcertante que só uma profunda segurança e tranquilidade permitem.E como se tudo isto não fosse mais do que suficiente,a New Era do artista luso atingiu o centro do alvo,apanhando o mundo intelectual de surpresa e colocando o conceito de arte contemporânea numa situação embaraçosamente dificil.António Pessoa,sem tirar nem pôr,sem pré-avisos,enfadonhos preliminares,voluminosas teses nem conferências de imprensa,deu o seuvanguardiata conceito denominado Contemporary Plus como dado adquirido,pintado e assinado.Dito e feito,sempre invariavelmente à sua maneira!E à sua maneira será!Contemporary Plus,fez com que a muitos se lhes caissem os dentes,ainda não de todo recuperados do impacto da New Era- António Pessoa,o conceito aparentemente inocente e aparentemente simplesmente estético de Contemporary Plus,vai tomando gradualmente uma funçãoclinicamente devastadora,de facto provocando um efeito que vai fazendo com que a noção de arte contemporânea seja uma corrente digna de museu,dignamente "démodé",elegantemente ultrapassada e historicamente arquivada!E a questão que fica por agora suavemente pairando no ar,é:Que mais cartas-surpresa terá António Pessoa escondidas na manga?Um Ás de Ouros?


Anabela Tavares

The Brush strikes again - Antonio Pessoa 2007 ( mixed media )


O Pincel ataca de novo - The Brush strikes again

O Pincel ataca de novo !

The Brush strikes again (O Pincel ataca de novo ) é o retomar da colecção Art on White iniciada em 2006 e agora surgindo numa refrescante e nova versão de 2007,uma premonição de futuros trabalhos
do artista,naturalmente uns mais felizes do que outros como não podia deixar de ser.Longe ainda está o separar o trigo do joio para aquilo que
inevitavelmente um dia será o Best Of 2007.
A colecção Art on White 2006 de António Pessoa teve o aplauso do público,dos criticos de arte e de alguns galeristas os quais um a um foram considerando Art on White como uma das melhores séries deste artista
plástico desde o celebérrimo Black and White album 1997-1998.
Talvez a mais relevante diferença é o facto de António Pessoa hoje em dia parecer ter-se livrado de algumas demasiado obvias influências que
dez anos atrás o bombardeavam incessantemente no exercicio plástico
e até no pensamento.
Talvez o interregno de 2005 tenha sido afinal de contas o tempo de reflexão necessário a um corte drástico com os fantasmas do passado,ou talvez simplesmente o nascimento de uma nova filosofia de vida dando lugar a uma nova perspectiva plástica e consequentemente a uma nova linha estética.
António Pessoa em 2006 surpreendendo todos e mais ninguém surge
mais além do conceito average contemporâneo com The NEW ERA .
A chuva de boas e más criticas não se fez esperar.A predominância de um positivismo geral falou por si mesma e The NEW ERA foi recebida com
entusiasmo e alegria,sem grande espalhafato nem levantar muita polémica.
Para polémico já temos o artista,bem mais controverso que as suas próprias criações artisticas.Este é o boca-a-boca e é realmente verdade.
A minha humilde opinião como critico e professor de pintura e História de Arte,pode até eventualmente ser talvez a mais objectiva,dado que a minha relação com o artista é coisa recente,ao contrário de Luis Santiago,Vicente Fernández Lago,Pierre Fontanals,Nancy Igartiburu e naturalmente Jacob Kotsky,que são colaboradores e amigos intimos de
António Pessoa ,já de longa data.
A minha análise,a qual confere-me o direito de me manifestar segundo
o modelo em vigor de livre expressão,leva-me a concluir uma infindável
teia de contradições tanto na vida como na obra do artista.
E a conclusão à qual eu chego é que com António Pessoa há que
forçosamente separar o trigo do joio e o homem do artista.
De uma modo geral considero que a obra de Pessoa é excelente,não pretendendo com isto dizer que penso que tudo o que ele dá à luz é bom.
Estou plenamente convencido de que o próprio artista tem nitida consciência deste eventual desnivel de qualidade,coisa que segundo me consta não parece consistir numa preocupação para o próprio mas sim uma realidade inevitável a uma sempre contínua mega-produção,o que é o caso.
A extenuante salgalhada de influências que marcam a Época Romântica de António Pessoa,1997-2002,onde modelos como Francis Bacon,Georg Baselitz,Pablo Picasso,Henry Matisse,Paul Cadmus,Alberto Giacometti,Vieira da Silva,Frank Stella,Miró,Andy Warhol e até mesmo Salvador Dali...parecem ter sido arrumadas,empacotadas e enviadas por
correio para o reino do esquecimento.
António Pessoa, milagrosamente surge com The NEW ERA em 2006 mais do que nunca igual a si próprio.
Obras como August Storm,The Brain e Contemporary Plus,entre outras,
marcam a diferença,acentuam um certo minimalismo e estudada simplicidade conceptual,deixando claro um apuradissimo critério de qualidade e ao mesmo tempo conservando a riqueza das cores e das formas da mais bela tradição das Belas Artes.



Rafael Medina

Noticias . Arte . Antonio Pessoa

Noticias . Arte . Antonio Pessoa

Noticias - Arte - António Pessoa, a principio um projecto concebido e
realizado em Barcelona,2007,com a participação exclusiva de criticos e
colaboradores espanhóis e argentinos,passa desde agora a ser um co-produção luso-espanhola,já que para além de mim,vai contar com a
participação de nomes já bem conhecidos como Luis Santiago,Gabriela Hoffman,Veronica Amaral,Anabela Tavares e por último, porém talvez o
mais erudito e especializado de todos ,o Prof.Orlando Sousa Santos,
professor de arquitectura,Belas Artes e História de Arte ,residindo em São Paulo ,Brasil desde os anos noventa.
Com todo este leque de colaboradores e criticos de arte do mais alto nível,segundo toda a lógica e lei das probabilidades,este projecto tem
desde logo à partida a imprescindivel garantia de uma informação de
qualidade.
Precisamente numa altura em que,apesar dos persistentes esforços de Google,a internet corre o crescente perigo de se inundar de banalidades
e pior ainda de incentivos e referências de conteúdo de qualidade vulgar
e até duvidosa,todos nós gozamos da satisfação de podermos oferecer
ao grande público um producto de excelente formato,ética,estética e de
interesse geral,especificamente para todos aqueles directamente sensíveis às artes plásticas e particularmente à vida e obra de António
Pessoa.
Toda esta sintonia perfeita entre gente especializada no dominio da arte contemporânea,arte moderna,História de Arte e naturalmente interessada na vida e obra de um artista da envergadura de António Pessoa,gente
de várias nacionalidades e culturas,contudo partilhando o mesmo objectivo e usufruindo do mesmo privilégio do conhecimento;tem vindo
a crescer desde o momento em que o artista se instala em Barcelona em 2002,ganhando dimensão,experiência,unanimidade e prestigio,tendo-se
tornado numa enorme familia visando divulgar um projecto em que acreditam profundamente.
Os grandes pioneiros de toda esta operação criteriosa e erudita em torno da vida e obra de António Pessoa,foram, como é do conhecimento geral,Jacob Kotsky,de nacionalidade polaca mas vivendo em Los Angeles
quase toda a sua vida,Nancy Igartiburu Mendonça Anderson,natural de São Paulo,Brasil e residindo em Paris,Luis Santiago e Pierre Fontanals.
Toda esta prolifera gente das artes e letras têem sido incondicionalmente apoiadas por Vicente Fernández Lago,o grande e
incansável administrador da obra de António Pessoa na Peninsula Ibérica,
um "caballero" de inesgotável energia (...e muita paciência!) o qual apesar de completamente alheio ao mundo do ciberespaço,tem ao longo de todos estes anos provado ser um excelente mecenas dos tempos modernos e um notável relações públicas para o que der e vier.
Desta organizada e dinâmica forma,ano após ano se foi consagrando
um fenómeno português além fronteiras chamado António Pessoa,não só pela sua obra de qualidade indiscutivel mas também naturalmente por
todos os que por carolice ou profissionalmente têem contribuido com o
seu tempo e talento neste projecto a escala mundial que ainda vai certamente dar muito que falar e fazer correr muita tinta...e imprescindivelmente muito óleo sobre tela.



Rafael Medina

Preto no Branco

Preto no Branco

Enquanto Worldwide-António Pessoa,um projecto que realmente promete agrupar toda uma série de ingredientes de interesse geral e como
não podia deixar de ser,não poupando esforços no sentido de garantir
uma análise objectiva e profunda segundo um exigente critério de qualidade,por muito peculiar e até pouco erudito que pareça promete
igualmente seguir uma empolgante história quase em jeito de saga,digna
de uma mega-produção de Hollywood.
E aqui surge naturalmente a velha questão,aliás perfeitamente lícita e
razoável.E porquê?
Muito bem.Porque pura e simplesmente a própria natureza do artista,
aliás como têem vindo a comprovar todos os trabalhos biográficos sobre
a sua vida e obra,sendo Mr.Jacob Kotsky indiscutivelmente o grande
pioneiro nesta matéria,como se tem vindo a verificar desde a sua loquaz
participação literária no catálogo La Época Romántica de Antonio Pessoa,
com a esmerada tradução do inglês ao castelhano por Pierre Fontanals;
a própria natureza do artista,dizia eu,de uma forma tão natural,espontânea
e inevitável como o generalizado conceito do destino,tem-se responsabilizado por conduzi-lo desde tenra idade até aos dias de hoje,
a situações perfeitamente cinemáticas,justamente tão envoltas num enredo de sedução,arte,aventuras,sexo,drama e mistério como os grandes clássicos do cinema que todos nós conhecemos e com os quais
partilhamos de alguma maneira emoções,inquietações,entretenimento e
até informação,cultura e conhecimento universal.
A estreita amizade e cumplicidade que se gerou entre o artista e Jacob Kotsky a partir de finais da década de noventa,fez progressivamente com
que António Pessoa se disponibilizasse ao longo destes últimos anos a revelar confessáveis e até inconfessáveis episódios da sua vida,os quais
Jacob Kotsky começou,continuou e continua a recompilar,com notável
dedicação e cuidadoso sentido de análise,efeito e causa,tanto a obra
como as aventuras e desventuras da vida do artista,todo um fascinante
conjunto de situações e circunstâncias as quais obviamente acabam por
ser um sólido manual de consulta e reflexão,para todos os interessados
em entender as oscilações temáticas,os cambios drásticos de expressão plástica,elementos estes que são sempre e obrigatóriamente o espelho
mais absoluto e credivel da vida intima e pessoal do artista.
Neste sentido,Jacob Kotsky tem tido um papel predominante na análise
e divulgação da verdadeira essência humana de António Pessoa,bastante mais além do pigmento sobre a tela,bastante mais nua e crua do que o
próprio artista esperava e até desejaria que tivesse sido,um trabalho
sem pompa nem circunstância na precisa e justa medida de hiper-realismo a que nos tem habituado,sem olhar a meios nem entrando em devaneios com o simples,directo propósito e única finalidade de atingir um e apenas um resultado.A verdade!
A partir do momento em que António Pessoa se instala em Barcelona,2002,e muito especificamente após a publicação do catálogo La Época Romántica,Jacob Kotsky passa a ser um primordial e imprescindivel ponto de referência no que respeita a um conhecimento cada vez mais amplo como profundo da vida e obra do artista português.
Fazendo o ponto exacto desta realidade é conveniente salientar que
António Pessoa por razões mais que obvias reserva a Jacob Kotsky um lugar privilegiado dentro do seu circulo de amigos,o que me leva facilmente a deduzir que o trabalho biográfico de Kotsky tem vindo a ser
cada vez mais um acto de pesquisa sumamente agradável e fácil de desenvolver.O próprio espirito aberto do artista revela-se como um livro aberto,facto que felizmente em vez de condicionar uma tarefa substancialmente dificil,faz com que todo este processo de recompilação biográfica se realize com uma fluidez particularmente estimulante o que
tem decididamente não só proporcionado a Jacob Kotsky uma fonte de
informação disponivel a todo o momento como feito com que todos estes
interessantes documentos sobre a sua vida e obra tenham chegado a um público erudito com a devida pontualidade,consistência e seriedade.
Hoje,agora e com o arranque do imprescindivel projecto Worldwide,em
que António Pessoa insiste e persiste na indiscutivel questão de que
a lingua de Camões seja desta vez se não uma predominante pelo menos
tão presente como o castelhano ou inglês em tudo o que se diz e prediz
sobre a sua obra e até sobre muitos aspectos da sua vida pessoal,Jacob
Kotsky,surge mais do que nunca como o epicentro de toda a credibilidade
que só o estudo e o conhecimento profundo sobre determinada matéria pode efectivamente fornecer.
Por conseguinte tudo o que de bom ou menos bom possa acontecer no futuro na vida e carreira artistica de António Pessoa,forçosamente será
sobretudo um eco da verdadeira natureza e personalidade do artista,onde
obviamente a sua vida e obra do passado mais ausente ou mais recente,
é fundamentalmente o ponto de apoio pelo qual teremos de nos orientar
de forma a definir uma avaliação e análise correctas,justamente tanto por
uma retrospectiva necessariamente biográfica como utilizando a mesma
fonte de maneira a que todos possam entender os códigos plásticos e
os actos sociais da vida e obra do artista a curto,médio e longo prazo.
Esperando e fazendo votos de que Worldwide-António Pessoa seja um
bonito e fascinante projecto para muitos e longos anos,tudo parece estar
estipulado para que este jogo de Arte e Comunicação não seja violado por
estigmas como a pressa ou a ansiedade,mas sim pelo contrário que seja
um omnipresente emblema de espiritualidade,paz,tranquilidade,invenção,
diálogo e discernimento global.
Neste sentido e neste objectivo penso que todos estamos de acordo e
intrinsecamente unânimes em explicitar uma mensagem nova e positiva,
oportunamente uma alternativa mais a um mundo que nem sempre nos
mostra uma perspectiva nem luminosa nem especialmente brilhante.
E como não só com cores e formas se faz Arte e Comunicação,o preto
no branco aqui estará para o que der e vier,na certeza porém de que uma
informação de qualidade é muito provavelmente o melhor que se pode oferecer a um público interessado e culto que sabe,reconhece e admite que Arte é uma expressão muito mais profunda e complexa do que possa
visualmente apenas aparentar.
A satisfação da tarefa e da responsabilidade de fazermos chegar a arte
proporcional à própria vida é a melhor forma de partilhar um projecto que
desconhece fronteiras,cores de pele,opções religiosas,politicas,status
sociais e apetências pessoais.É justamente neste contexto de união sem
olhar a diferenças,mas sim fazendo das diferenças o contraponto e o bonito do diálogo e união,que Worldwide-António Pessoa se inspira e
respira,sem esquemas nem camuflagens,unicamente existindo pela simples felicidade de existir,contudo consciente da autenticidade e até
da importância de um estilo de Arte e Comunicação que bem ao Mundo só pode trazer!








Luis Santiago

Tuesday, May 1, 2007


Ponto Final

www . antoniopessoa . final


António Pessoa,uma personalidade estranha e imprevisivel,tanto na obra como na vida pessoal,engana o público,os colaboradores e até os amigos intimos,sem querer e sem se aperceber de que a organização que ele próprio ajudou a criar,depende a todo o momento e a cada instante do seu bioritmo,da sua persistente vontade e como não há bela sem senão,
igualmente da sua frequente oscilação de humor e até do sentido da sua própria vida.
Não pretendendo eu abusar do cliché de que os artistas são todos gente dificil,convém desde já salientar que António Pessoa decididamente não é nem penso que algum dia venha a ser, a excepção que foge à regra.
Se lhe atribuimos e com determinante razão as muitas qualidades que
tem e que sistematicamente prova que tem,é de nossa e neste caso de minha justiça pelo menos de vez em quando tentar que o artista seja oportunamente mencionado para dar a mão à palmatória.
Começo a suspeitar de que o conceito e toda a alma de Home Studio é
acima de tudo o grande pretexto que António Pessoa subconscientemente concebeu para fugir às responsabilidades,e de uma
forma muito razoavelmente particular aqui neste caso especifico,tendo em
conta o leque de colaboradores e profissionais que dependem do estado de espirito do menino e de algumas atitudes absolutamente caprichosas
que realmente sustentam a teoria de que ninguém é perfeito e muito menos António Pessoa,que eu abraço e admiro,porém não posso deixar que algumas verdades venham à superficie e até faço questão de que isso aconteça.
Todos sabemos de que há dias e dias como também se diz que um dia não é dia,porém quando os dias se seguem como dias em que pensamos
que é hora de avançar,António Pessoa recolhe-se no seu Paraiso extra-terrestre e não dando luz verde para adiar também não demonstra grande
urgência em dar luz verde para que o projecto Worldwide comece a dar
sinais de movimento,já para não falar de Feedback.
Uma equação humana feita à medida do Renascimento?Penso que não seja para tanto.Contudo uma equação metafisica às vezes bastante complicada de desvendar,talento misturado com preguiça,uma capacidade laboral coexistindo com uma indole sedentária de fazer roer as unhas e bradar aos céus.
O capitulo mais ou menos compreensivel de toda esta equação de boas razões e muitas contradições,deve-se ao facto de António Pessoa desde já hà uns anos a esta data,ter vindo claramente a manifestar o tédio que
lhe provocam as grandes urbes como também os lentos protocolos das galerias de arte.É natural e até perdoável que o artista ciclicamente opte
por uma letargia semi-tropical,levantando-se a meio da tarde para um lanche que afinal é o pequeno almoço,um pouco de trabalho,enfim,um esboço...que mesmo desenho "à la minute" temos forçosamente de
admitir que o talento está patente mesmo num bocejante sarrabisco de
efémera inspiração do momento,um banho de sol de dez minutos e uma
noite de espontânea satisfação dos desejos...
Worldwide-Antonio Pessoa pode esperar,ao artista pelos vistos que
grande diferença lhe faz,a raposa velha parece já não alimentar ilusões
inspiradas em fama e popularidade.Conhece-lhe os truques e os contra golpes,a pressão,a má lingua,a tensão e o pior de tudo a incómoda responsabilidade de ter de deslocar-se,o ruido,a confusão e as longas
esperas e momentos mortos.
O lado pouco atraente e muito pouco social de um artista instalado no
seu próprio conceito de estilo de vida.Mas António Pessoa,apesar de tudo
grande respeitador da liberdade de expressão,sabe perfeitamente que
todos os seus actos são prematuramente avaliados pelos seus amigos e colaboradores,muitissimo mais que a sua obra que parece agradar a todos...as suas oscilações emocionais deixam muito a desejar e sobretudo quando existe um dificil e ambicioso projecto para levar a cabo,
um projecto afinal de contas de sua inteira responsabilidade.
Ponto e virgula,
www. antoniopessoa.final felizmente não acontece todos os dias,ainda que estas ciclicas bonanças de temperatura emocional muito frequentemente arrastam-se durante semanas,quando tudo parece entrar
num estado de doce e suave apatia geral como a suave brisa de Ibiza ou
Barcelona outonal.
Agora digo eu quase que em jeito de troça,quem sabe quando venha a Lua Cheia,Worldwide- Antonio Pessoa retome a sua energia inicial.
Uma coisa é mais que certa,António Pessoa não é menino para fugir com o rabo à seringa e esta teoria está mais que comprovada.Há dias e dias e ponto final.Worldwide-Antonio Pessoa é um motor turbo que não
tem a opção de fazer marcha atrás.Resignadamente há que admitir que há dias em que com o artista temos que ser pacientes,já que a sua força vital
consagrou-se com tal credibilidade a tal ponto em que todos estamos seguros e conscientes de que tudo se resume a um imprevisivel e
artistico fluxo emocional.
Não pintando tão intensa e freneticamente como nos anos noventa,não com aquele sentido militante de cortar a respiração,como nos relata
Vicente Fernández,Jacob Kotsky e David Santos,e que deu origem a uma
monumental colecção de óleos sobre tela,acrilicos,aguarelas,técnicas mistas e desenhos,hoje conecida como a Época Romântica...António
Pessoa no entanto, hoje compensa esta drástica diferença numérica de produção,com um outro "savoir-faire" técnico e puramente conceptual,
o selo e a marca da New Era,a possibilidade ainda não esgotada depois
da exaustiva epopeia plástica dos anos noventa.
Por conseguinte é justamente mais que natural que o seu ritmo emocional tenha sofrido relevantes alterações e logicamente o seu comportamento privado e social também por igual.O Ponto Final é por
assim dizer um registro meramente passageiro já que parece que todos sabemos de antemão que este artista português,vivendo em Espanha
ou onde quer que esteja em algum devido momento;e que prova e comprova sistemática e quotidianamente um inovador e avançado conceito visual de pura literatura plástica,na qual acaba por tornar-se objectivamente palpável uma visão erudita do mundo em que vivemos,
independentemente do quase malicioso toque de pueril infantilidade que
mais do que comover,atenua aquela que às vezes acaba por ser uma realidade demasiado dura para assimilar.
Ponto Final !







Luis Santiago

Antonio Pessoa Art Gallery


Antonio Pessoa Art Gallery

Antonio Pessoa Art Gallery


De todos os modos e curiosamente,esta peculiar reserva em relação às galerias de arte,tem sido desde muito cedo no percurso artistico e profissional de António Pessoa,não de maneira nenhuma um contencioso
ou coisa que o valha,mas sim uma opção,ou melhor dizendo, uma reacção natural e espontânea,por um lado devido à típica lentidão e falta de dinamismo de muitissimas galerias de arte,contudo entendemos que
o que mais tem contribuido para este facto deve-se essencialmente à
verdadeira natureza do artista encaminhando-o desde a sua adolescência
para um modelo,digamos,talvez mais autónomo de gerir a sua carreira e consequentemente a sua vida privada e pessoal.
Segundo os inúmeros apontamentos biográficos de Mr.Jacob Kotsky
na elaboração do livro About Antonio Pessoa,é sabido que remontando aos seus tempos de Amsterdão,ainda com apenas dezasete anos de idade,o jovem artista já demonstrava os primeiros sintomas da sua
intuitiva apetência por trabalhar com intermediários,desta forma,digo eu,talvez sendo afinal de contas uma certa vantagem na medida em que este modus operandi seguramente lhe permitia usufruir de mais espaço anímico vital e tempo real para assim ir paulatinamente desenvolvendo a
técnica e o aprumo da sua já promissora coerência criativa.
Primeiro,Gerard Meerman toma nas suas mãos a gestão comercial das
primeiras obras de António Pessoa na Holanda,estamos a falar do inicio dos anos oitenta.Mais tarde Peter van Dijk interessa-se pela divulgação e venda dos trabalhos do artista português,neste caso não tanto por uma questão meramente económica mas essencialmente por motivos de cumplicidade legitima como se veio a revelar.O mesmo já não se pode dizer do americano Lee Roberts que escassos anos mais tarde viu na
obra de Pessoa uma boa oportunidade de realizar dinheiro facilmente.
Seja como for,o interessante desta análise é efectivamente concluirmos que desde uma tenra idade,António Pessoa parece ter encontrado neste modelo de trabalho de equipa a velocidade de acção
justamente adequada ao seu ritmo de produção e temperamento.
Este quase desinteresse e até indiferença por trabalhar com galerias de arte veio dez anos mais tarde a tomar proporções bastante mais acentuadas quando em finais dos anos oitenta e principio dos noventa,
António Pessoa pelas mãos de Ana Ferreira Mendes começa a expôr em hoteis e casinos até à altura em que conhece Alfredo Moreira,aquele que
viria a ser seu Marchante durante quase toda a última década do outro milénio.
Mais tarde,já residindo em Vigo,com Vicente Fernández Lago dá-se o mesmo fenómeno de Déjà Vu,tornando-se até aos dias de hoje o administrador da obra de António Pessoa em Portugal e norte de Espanha.
Apesar do facto de tanto Alfredo Moreira,então director da galeria Almacem na cidade do Porto como Vicente Fernández Lago,director e proprietário da galeria Trastevere em Vigo,possuirem estes espaços,
efectivamente galerias de arte,a forma como sempre trabalharam com António Pessoa obedecia a um quase modelo de exclusividade,chegando
Vicente Fernández mesmo ao ponto de ter Pessoa representado como Artista Único.
Com a posta em prática e em cena do Ciclo Zodiaco,já no novo milénio,
atingindo o seu nivel máximo em Barcelona 2004 com mais de um milhar de clientes,António Pessoa conquista de uma forma absoluta a sua
autonomia e total independência,naturalmente acentuando de um modo
mais radical a sua falta de motivação directa em ajustar a sua carreira às agendas frenéticas e superlotadas das galerias de arte espalhadas pelos cinco continentes.
Resumindo não restam contrapartidas de que o contraponto da situação tem o seu epicentro em meados dos noventa,quando,efectivamente e
sem a necessidade de complicadas equações matemáticas,António Pessoa recebe de braços abertos as oportunidades que a Divina Providência lhe entregou assim de bandeja e que o artista soube aproveitar obviamente com a capacidade laboral a que nos tem invariavelmente habituados e o talento inegável que,verdade seja dita,em vez de lhe ter subido à cabeça, transformou-se em produção,estudo contínuo e uma especie de humildade que só os grandes homens sabem vestir sem que corram o risco de parecer mediocres arrogantes disfarçados de falsa modéstia.
António Pessoa,por assim dizer,em meados dos anos noventa sente-se nas suas sete quintas nesta situação de autonomia,na qual pode-se dar ao luxo de dedicar-se de corpo e alma às artes plásticas sem qualquer
tipo de interrupções e contratempos dignos de que sejam suficientemente
relevantes ao ponto de termos que os mencionar.
Naturalmente que o preço que teve que pagar foi um especial atraso na
consagração de uma certa popularidade e reputação mundial,facto este
no entanto atenuado por uma situação financeira ,diga-se de passagem,muito pouco comum num jovem músico e excelente pianista
recém-chegado ao mundo das artes.
Nesta situação de autonomia em que tanto Alfredo Moreira do Porto como Vicente Fernández Lago de Vigo tiveram o papel de mecenas,
marchante,relações públicas e administradores da obra,António Pessoa
não deixa o destino ao sabor da vontade dos Deuses e inventa ou adapta
à sua própria maneira um método criativo-laboral,que ele mesmo entitula
Acção Directa Total.
É pois em plenos anos noventa que o jovem artista usufruindo do consistente e subsistente apoio de dois mecenas que nele sabiamente
apostam,nesta tranquila atmosfera de plena autonomia e num mega-estudio que fica na História como Atlantis;que António Pessoa entra, de
pincel na mão e a tela no cavalete,na mais produtiva odisseia desde os
mestres do Renascimento,Pablo Picasso e mesmo Dali.
Esta epopeia de versões e invenções plásticas,segundo o método Acção Directa Total,acaba por ser internacionalmente conhecida como
"The Romantic Period" , A Época Romântica,1997-2002.
António Pessoa,reconhece,sabe e admite que nenhum de todos estes privilégios teriam sido possiveis se tivesse optado por um tipo de mercado,digamos,mais ortodoxo,mais caprichoso,mais lento,pseudo-
intelectual e muito possivelmente o derradeiro golpe de misericórdia na
sua alucinante evolução através do universo Ibérico da arte contemporânea.




Luis Santiago

António Pessoa <<< Genesis Gallery


Edward Eglowsky . Genesis Gallery

Edward Eglowsky . Genesis Gallery


Ainda Worldwide começa a dar os seus primeiros passos primaveris,já
o artista António Pessoa começa a dar sinais desse vigor e vitalidade que sempre lhe provoca o bom tempo e a suave temperatura de Abril.
Vestido com aquela nova tranquilidade do homem de hoje,parece que
faz lembrar o ditado "devagar se vai ao longe".Ditado agora exemplificado e personalizado na serenidade predominante de um artista nas suas sete
quintas,nem sempre com a faca e o queijo na mão,porém invariavelmente
perspicaz nas suas análises de terreno e por conseguinte nas suas decisões.
Seja como for,Worldwide António Pessoa,começa com uma breve visita a Viena de Austria,uma dessas viajens de reconhecimento muito habituais no artista;e com um assunto em "stand by" de há uns meses a esta data,referente a Genesis Gallery,em Stamford,Connecticut,Estados Unidos.
Edward Eglowsky,director da galeria faz já umas largas semanas que mostrou particular interesse pela Obra de António Pessoa.
Parece-me desde já oportuno e relevante mencionar o facto de que Genesis Gallery representa nomes como Georges Braque,Cezanne,Henri de Toulouse-Lautrec,Salvador Dali,Marc Chagall e claro,Pablo Picasso.
Sem sombra de dúvida nem reticências,justamente a agradável e sábia
companhia dos Grandes Mestres ou Monstros Sagrados do século XX,
a António Pessoa não lhe faria nada mal,não fosse o caso inesperado de
que para o jovem artista português esta questão de religiosamente
idolatrar os mitos das artes do recente outro milénio,não assume grande
importância nem significado mais do que a justa admiração que possa sentir por cada um deles.
Logo e por conseguinte a coisa tem ficado em águas de bacalhau,se por
desleixo de Edward Eglowsky ou se por esquecimento do artista,o certo
é que nem Pablo Picasso,Dali,Toulouse-Lautrec,Cezanne e Braque ainda
tiveram o prazer do mais um para parecermos muitos,enfim,que é como quem diz,vamos lá a vêr.
Sobejamente popular o espirito comodista de António Pessoa,tem-lhe
criado vantagens e também desvantagens,por um lado mantendo-o no
seu home Studio recolhido no trabalho,no estudo e na boa companhia dos poucos mas bons amigos durante longas temporadas,por outro lado
desperdiçando provavelmente excelentes contactos tanto no campo profissional como puramente social.
Uma vez mais o assunto Eglowsky,Genesis Gallery,ficou pendente,como
que perdido no tempo e no espaço.António Pessoa como sempre comovedoramente com pouca paciência para os negócios,vai adiando
decisões que só ele pode tomar,apesar de gozar do privilégio de ter
colaboradores à altura de,por assim dizer,administrarem uma eficaz e responsável gestão da sua carreira.
Porém, a verdade é que contrariamente à realidade de uns quatro ou cinco anos atrás,hoje em dia todos os que com ele colaboram directa ou
indirectamente estão obrigatoriamente mentalizados de que nada deve ser feito ou decidido sem a última palavra com a assinatura legítima do artista.
Ainda que genuino grande admirador de Chagall,Lautrec,Braque e Picasso...Salvador Dali parece importar-lhe cada vez menos,segundo palavras do artista.Em todo o caso pensamos que seria bom que o
primaveril António Pessoa despertasse desta semi-letargia de inspiração
"ganha fama e deita-te na cama" e voltasse a ter aquele brilho de brio e
ambição nos olhos e aquele incurável sentimento de insatisfação de hà
uns anos atrás que independentemente de lhe darem um certo ar de
graça e jovial dinamismo,acabava por contagiar quem quer que estivesse na sua companhia.
A realidade hoje é um António Pessoa cada vez mais saturado das grandes metropolis,entediantes reuniões de negócios e de check ins e check outs de hoteis para não falar dos ruidosos aeroportos que o artista cada vez mais parece irremediavelmente abominar.
Se Edward Eglowsky corresponder aquele tipo de pessoa flexível e
predisposto a ceder aqui e acolá,então não será de todo improvável que
Georges Braque,Pablo Picasso,Toulouse-Lautrec,Cezanne e Dali tenham a
seu lado o seu mais fiel discipulo,mas verdade seja dita,também o mais dificil de todos eles.
António Pessoa!




Luis Santiago

António Pessoa - Coração de Leão

António Pessoa,Coração de Leão

António Pessoa,sempre fiel às suas convicções,sempre fiel aos seus enraizados principios de base,não se fazendo de rogar,porque nunca foi aliás o seu estilo nem sequer pretender ser o que não é,fazer o que não lhe compete nem amaldiçoar os anjos porque o mundo está como está,
...mais do que nunca igual a si próprio e mesmo na dúvida da saudável
meta-filosófica-física...seguro de si e de olhos postos no futuro,os pés bem na terra e a Arte no momento presente...
recusa ou ignora propostas ou situações alheias à sua indomável vontade...não certamente por cinismo ou arrogancia,mas sim sobretudo porque ao que tudo indica nada tem a perder,o que pode muito bem significar pura e simplesmente não ter medo de perder...o que nos leva a concluir que na pior das hipóteses ...só pode ganhar!
No fundo e no todo,António Pessoa actua como sempre tem actuado.Imagina um quadro e pinta-o à sua maneira.
"I did it my way" de Sinatra se não fôsse o infeliz anacronismo poder-se-ia pensar que este tema foi escrito a pensar em Pessoa,António Pessoa.
"My way" no entanto ainda pode vir a ser o hino de um artista português
,porque nasceu em Portugal...acima de tudo um europeu,já que Europa
é o seu palco favorito,desde o romantismo de Amsterdam,a cidade que o viu crescer até ao brilho semi-tropical de Barcelona,cidade onde reside
e trabalha .Desde Paris,cidade por onde passou mil e uma vezes e mil e uma histórias até Ibiza,a ilha dos seus amores e aventuras de fins de Primavera.
Porém a questão importante neste momento,é decididamente o seu teimoso pacto com a situação perfeita.António Pessoa rejeita situações mediocres talvez com receio a ter uma indigestão...mas em última análise,o mais certo a bem dizer,é que o artista luso é o prototipo do homem que sabe sempre o que quer.
Aquilo que o torna numa Pessoa dificil ,justiça seja feita à sua reputação,não será certamente um humor de bradar aos céus,mas sim
um Coração de Leão que não se deixa domar nem com chicote e muito
menos com palavras meigas.
Simplesmente António Pessoa inventou um estilo de vida,numa selva de betão,feroz e perversamente ambígua.Por assim dizer,não querendo abdicar da sua invenção,o artista muito frequentemente diz Não!
Ouvir o artista dizer que Sim,muito possivelmente é porque alguém...ou uma situação...abriu-lhe o apetite,abrindo as portas do seu Coração de
Leão!
A história como sempre continua,na arte,na vida,no mundo,como uma saga infinita,como só um anjo na selva poderia conceber!

Luis Santiago

Barcelona, 10/3/07

António Pessoa - Contemporary Plus


António Pessoa - Contemporary Plus

António Pessoa - Contemporary Plus
O artista luso António Pessoa,a partir de 2006 que sem dúvida parece abdicar das suas velhas influências e interferências,rompendo bruscamente com os tradicionais modelos,mitos e os últimos vestigios da
sua tão polémica,boémia e academica Época Romântica,1997-2002.
Barcelona,foi desde 2002 o principio do seu Stand By necessário,o seu periodo de reflexão,consagração no país vizinho,um progresso mais que evidente a nivel de maturidade pessoal e um acumular de experiências,
tudo isto inevitàvelmente culminando numa transformação absolutamente
metamorfósica e justamente,como não podia deixar de ser,absolutamente
drástica no domínio das artes plásticas.
A Nova Era - The NEW ERA, António Pessoa - é precisamente a prova inegável de uma nova tomada de consciência plástica,de intuição cromática e de expressionismo conceptual inovador.
Longe estão os tempos de Atlantis,Vigo e Porto,discotecas,pubs,noites
de boémia e aventuras mas acima de tudo longe estão os tempos em
que António Pessoa ainda vibrava e brindava com os velhos mestres do século vinte,nomeadamente Francis Bacon,Vieira da Silva,Matisse,Picasso
, Dalí,Kandinsky...para não mencionar as desventuradas influências da
retrogada pintura galega.

António Pessoa,despe os trajes das velhas e obsoletas vanguardas e
renasce frescamente exorcisado como se de um novo personagem se
tratasse.
Amaldiçoado por uns e admirado por muitos,o certo é que o artista português promete um futuro artistico,humano,profissional como aliás era
de esperar.
Mais que contemporâneo,António Pessoa dá claramente a entender que as
suas ambições plásticas vão muito mais além do "Fashion",na verdade o
artista decide sem avisar dar um grande salto em matéria de invenção plástica
passando do Neo para o Plus.
Eu,pessoalmente ainda que não surpreendido,pois outra coisa do homem não
se podia esperar,devo no entanto reconhecer- na mesma e precisa medida em que muitos jovens criticos de arte já isto têem como dado adquirido e facto
consumado - que António Pessoa mais do que Veni,Vidi,Vici... ultrapassou-se a
si mesmo com a coragem a que já nos tem habituados e como um dos grandes
portuguêses de sempre!

Luis Santiago

Barcelona, 7/3/2007

Antonio Pessoa - Club Financiero de Vigo- expo 2006


António Pessoa - Club Financiero de Vigo

António Pessoa- Club Financiero de Vígo , 2006 -Dez Obras vendidasA inauguração da exposição de pintura de António Pessoa no Club Financiero de Vigo,parece ter ultrapassado todas as expectativas.Dez obras vendidas na noite da inauguração não deixam margem para dúvidas quanto à reputação do artista português no norte de Espanha.Nem os discursos solenes de Don Carlos Alvarez(Director da Galeria do Club Financiero de Vigo) e de Don Vicente Fernandez Lago(Administrador da Obra de António Pessoa em Espanha e Portugal) fizeram acalmar os animos da Jet-Set galega e outros que tantos do norte de Portugal.Nada !Muitos artistas colegas do pintor davam voltas e reviravoltas pela Galeria e por todos os cantos do monumental edifício na esperança de encontrar o artista.Nada !António Pessoa,verdade seja dita e revelada,nesse preciso momento encontrava-se em Las Palmas,Gran Canaria,em casa do seu amigo Jacob Kotsky.Aí tem pintado estas últimas semanas,preparando a sua nova colecção :"The New Era ".Mais uma exposição de António PessoaA minha aterrissagem no aeroporto de Santiago de Compostela mais a incongruente viagem de camioneta (com ar condicionado!)até Vigo,não me abrandaram o fluxo sanguíneo,pelo contrário,parecem ter sobreactivado a minha adrenalina.Regressar a Vigo e rever muitos dos meus melhores amigos é sempre um prazer indescritível.Talvez até mais que,enfim,contemplar mais uma exposição de António Pessoa,pois que vou comparecendo a quase todas ao ponto de se ter já tornado rotina.Mas onde é que está o artista ?Mas aí estavam,as obras do Mestre,bem penduradas e estudadamente seleccionadas segundo um critério de lógica e temática."Mas onde é que está o artista?Onde é que está António?"Apenas dois pintores não comparecem às suas inaugurações na Galiza.Jaime Quessada (porque é uma lenda ) e António Pessoa (porque,enfim,estava em Las Palmas).Mesmo o próprio Lorenzo Quinn - filho do famoso actor Anthony Quinn - compareceu,faz uns anos,à sua inauguração de esculturas aqui justamente no mesmo Club Financiero de Vigo,vestindo um moderno fato e gravata e fazendo honra sem sacrifício de toda a pompa e circunstância.Um Mito consagrado na GalizaSe António Pessoa é já quase um mito consagrado na Galiza,entre os seus amigos oassunto é bem diferente,já que o artista nem tem sequer idade para ser mito nem lhe parece interessar muito aparentar semelhante estatuto.Por isso todos o queriam vêr,como nos bons velhos tempos em que o artista andava pelas ruas e Pubs de Vigo em juvenil alegria e sobretudo em paz e sossego.Infelizmente,para ele e todos nós,hoje em dia a cidade de Vigo tornou-se para o artista num antro cheio de ameaças conjugais ,para não falar das constantes quezílias entre galeristas que disputam entre si pela sua Obra,onde tudo parece valer,menos mordidelas.Põe-te a pintar e deixa-te de históriasMas resumindo e concluindo,a inauguraçãodecorreu às mil maravilhas e António Pessoa lá permaneceu nos trópicos longe do reboliço"viguez" e sobretudo são e salvo das garras de uma mulher com uma certa dor de cotovelo e de um razoável número de galeristas e marchantes que o "adoram" - não tanto pelos seus lindos olhos - mas mais pela sua cobiçada Obra.Regresso a Barcelona bastante exausto,contudo plenamente satisfeito por outro grande êxito de um dos meus artistas favoritos e um dos meus melhores amigos.António Pessoa,põe-te a pintar e deixa-te de histórias!

Luis Santiago